Era uma vez um coração apaixonado e um cérebro que não conseguia entender esse negócio de amar e continuava a dizer:
- Isso não existe,como pode alguém gostar mais de outra pessoa do que de si mesmo? Diga-me senhor coração como o senhor que é tão importante,forte e sensato caiu nessa tola ladainha?
- Oras senhor cérebro,obviamente o senhor fora cegado pela incredulidade da razão. O amor nunca será uma ladainha. É o motivo mais plausível que existe para se acreditar na vida.
- Bobagens! A vida é a capacidade de pensar,de raciocinar,de entender o mundo. O que o amor entende?
- O amor entende o outro. O amor pensa no outro. O amor sente o que o outro sente.
- O outro! E o que esse outro faz? Que garantia o amor pode fornecer?
- Ah meu caro amigo cérebro, esse é o risco que tomamos para senti-lo. O amor não vem com notas fiscais,pode até vir com promessas mas nunca houve um tribunal que aprovasse um processo contra um amor não correspondido. Porém quando o amor é correspondido...
- Viu? Só a mim que o amor prejudica, problemas e mais problemas. Quanta dor de cabeça! Mas diga-me e quando ele é correspondido?
- Não conto senhor cérebro,isso o senhor terá que descobrir sozinho.
- Oras! Mas como? Como que eu poderia me apaixonar senhor coração? Isto não tem cabimento.
- Meu caro amigo cérebro, é aí que o senhor se engana. Pois quando estamos apaixonados,a pessoa amada não saí de nossas cabeças.
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